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Navegando com o Comandante Google



4 September 2008 1 Opinião

Ontem o Google disponibilizou para download a primeira versão (beta) do seu novo produto: (mais) um navegador de Internet. Mas num mercado com tantas (até então ótimas) opções como o Firefox, Internet Explorer e Opera (para citar apenas os principais), o que significa para o usuário mais um software que faz as mesmas coisas que os outros?

A disputa das empresas para ver quem ganha a preferência do usuário sempre existiu, desde o início da Web, nos idos de 1995. Mas por que? Qual a importância disso para uma empresa? Bom, eu prefiro olhar de um outro ângulo: qual a importância do navegador para o usuário hoje?

Hoje, o navegador é um aplicativo muito importante num computador pessoal, isso se não for o mais importante. Inclusive, ele se disseminou para vários outros dispositivos, como celulares e videogames. Ele se tornou o que o editor de texto era antes da popularização da Internet. Um computador sem um editor de texto naquela época praticamente não tinha utilidade alguma (a não ser para jogar).

No início, o navegador era simplesmente um software onde o usuário podia acessar páginas estáticas em outros servidores espalhados na Internet. Era como se fosse um grande jornal ou revista, no computador. A interação era mínima. Era possível ver informações de empresas, outras pessoais, um chat básico, consulta a algumas notícias… a chamada Web. Que era, digamos, a vitrine da Internet. Uma vitrine de conteúdos de todos os lugares do mundo. A Web era o símbolo visual de uma rede acessível e internacional que estava surgindo.

Aquela grande vitrine não demorou muito para servir de loja. Produtos eram apresentados e vendidos através dela. Não apenas isso, os chats foram se aperfeiçoando, a Web foi ganhando mais conteúdo, ficando mais diversificada, e a bolha foi inflando.

Vamos pular uma parte desse história chata que passa todo dia no Fantástico e chegar nos dias de hoje. A Web é quase que um outro sistema além do que você tem instalado em seu computador pessoal. A Web não é mais uma vitrine, ela é um sistema onde consultamos nossos extratos, fazemos compras, nos comunicamos em texto, audio e video com outras pessoas, procuramos emprego, escolhemos um filme pra assitir… E, quem provê e controla o acesso a tudo isso? O navegador. Com tanta informação relevante (e irrelevante) que é consultada e enviada na Web, o navegador acabou se tornando algo tão importante quanto o sistema operacional (Windows, Mac OS e o Linux por exemplo). Sem eles o computador não é nada. E sem o navegador, a Internet não teria quase nenhuma utilidade prática.

E então surge o Google Chrome. Qual é a dele? Eu sou suspeito para falar disso, pela minha paixão confiança em tudo o que o Google faz. Não sei, talvez pelo foco que eles dão ao tratamento e disponibilização de informações em seus produtos. Pois a Internet é isso: informação e caos. Lidar com isso é muito difícil e, na grande parte das apostas que o Google faz, eles conseguem mostrar o domínio que têm em lidar com a informação de um modo tão simples pro usuário, que nos dá a impressão de ser fácil. Talvez seja por isso que o Google Chrome causou tanto alarde no seu lançamento. É um aplicativo simples, mas que cumpre muito bem seu papel. Com tatnas outras alternativas no mercado, nos faz pensar: por que ninguém fez isso antes?

Não é segredo que o Google é uma das empresas de maior sucesso na atualidade. Se a Microsoft dominou a Era do computador pessoal, o Google domina a Era da Internet. E, se na Era do computador pessoal tinhamos como produto chave o sistema operacional, na Era da Internet o produto chave é, sem dúvida, o navegador. E ainda, viver na Era da Internet sem um navegador do Google era como viver na Era do computador pessoal sem um sistema operacional da Microsoft. Alguém consegue imaginar a relevância disso?

Portanto, agora talvez tenham entendido por que o Chrome pode ser tão importante e por que você deve dar uma chance a ele. Pode estar nascendo aqui (e eu aposto nisso) o principal software da nossa Era. O navegador definitivo. Fanatismo demais? Talvez. Mas, ao conhecer melhor como o Chrome foi construído e sabendo da filosofia do Google, posso dizer que, apesar do meu “afeto”, o Chrome pode estar trazendo a solução para muitos problemas que estavam sendo arrastados pelos atuais navegadores desde 1995.

O Chrome foi construído do zero e levando em consideração a Web como ela é hoje, e não a 15 anos atrás. Ou seja, nossa necessidade de segurança, rapidez e objetividade como principais objetivos. Ele é mais seguro tanto para o usuário, quanto para o computador. Ele é comprovadamente mais rápido ao executar tarefas. E ele é simlpes e objetivo. Inclusive, às vezes, nem se percebe que estamos usando-o. E é assim que o navegador deve ser: um “sistema operacional da Web”.

A Web evoluiu de tal maneira que hoje muitos dos aplicativos que usamos, estão na própria Web, e não mais instalados em nossos computadores pessoais. Ou seja, assim como o sistema operacional nos dá a possibilidade de acessar aplicativos instalados em nossas máquinas, o navegador deve ser apenas um meio de lidar com estes aplicativos na Web. E o Chrome é. Ele é menos intrusivo visualmente e usualmente. Te dá inclusive a opção de criar atalhos para páginas para que elas se abram sem a presença das ferramentas e interface do navegador. É como se você tivesse abrindo uma página sem ter que abrir o navegador ou, literalmente, abrindo um aplicativo em seu computador. Desse modo, não há barra de endereços, botões, ou menus. Apenas o conteúdo da página. Algo MUITO prático, principalmente quando se trata de softwares de e-mail (Gmail, Yahoo! Mail, Hotmail).


Muitas dessas funcionalidades já existiam ou num navegador ou em outro. Mas talvez em nenhum tínhamos tudo isso junto. E bem construído. Apesar de estar em versão beta, o Google Chrome é perfeitamente utilizável. E possui, por exemplo, uma ferramenta de reportar, diretamente ao Google, algum problema que o usuário encontrar numa ou outra página. Ele envia, inclusive, uma foto dseta página “mal interpretada” para ajuda-los na manutenção do software.

Sugiro que quem ainda não experimentou, que o faça. É um navegador rápido, seguro, simples e obejtivo. Não possui nada que o usuário não precise. E como disse, acredito que estamos diante sim de um novo fenômeno. É como presenciar a Microsoft lançando sua primeira versão do Windows.

1 Opinião »

  • Gabriel disse:

    Eu instalei na minha máquina, achei muito interessante, porém como é de prache das verções beta, contém alguns bugs. Por exemplo, problemas em baixar plugin, no laptop o scroll do touch pad funciona só para rolar a página para baixo e não para cima e na página do banco real quando o usuário quer acessar a conta ele preenche os dados na página inicial e tenta seguir em frente, mas o navegador sempre retorna a mesma página inicial.
    Em contra partida, o navegador da google é muito mais rápido de carregar e fácil de usar. Acredito que este produto veio para ficar.

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